segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Amor Platônico

X. Não posso me esconder, mas que a verdade seja dita agora...


Resolvi ligar pra ele, sim o 'outro'. Iria dizer TODA a verdade. Já estava cansada de sofrer com essa mudança súbita e ilusionária.
- alô?
- oi, tudo bom? - perguntei.
- oi!! tudo sim, e contigo?
- to bem...
Depois da enrolação, soltei o que queria.
- Eu estou cansada, sério. Eu gostava de você, na verdade eu te amava! Mas você nunca valorizou isso. Fui eu quem mandei aquela carta me declarando!!
Sabe, eu te amo tanto, que chega a doer... Se você soubesse o quanto isso é verdadeiro... Mas cansei. Não vou correr atrás de você. Você me iludiu, eu tentei me segurar mas não deu! Eu odeio o quanto eu te amo, mas isso não terá continuação!
Depois de dizer isso, desliguei na cara dele. E fui deitar-me aos prantos.
Passei a noite chorando, mas de certo modo, fiquei aliviada.



Amor Platônico

IX. São só palavras e promessas dissimuladas , sem noção 


Saindo da faculdade, após despedir-me de Rodolfo, fui na mesma lanchonete que sempre fora.
Ele estava sentado numa cadeira, me olhando, e observando cada movimento que eu fazia. Sentei bem longe dele, onde seus olhos não me alcançariam.
Comi em silencio, sem pensar em nada. Logo ele estava perto de mim, me dizendo:
- Oi, tudo bom? Não fala mais comigo?
- Oi, tudo e você?
- to bem sim... Você sumiu, heim...
- to namorando. - disse seca
- isso não importa
Tive que me controlar, pois os rumores que ouvira falar dele eram consideravelmente prejudiciais à nossa amizade.
- Porque você está quieta? - ele perguntou.
Olhei no fundo de seus olhos e disse:
- tenho que ir embora.
- nos encontraremos novamente?
- talvez - respondi, pagando a conta e indo embora. Ele me seguiu. Eu virei e disse:
- tchau.
- vou com você
- eu não quero que venha
- porque não ?
- porque quer vir? ah, tchau!
- quero falar com você!
- já está falando - e antes que ele pudesse me dizer algo, falei - depois eu te ligo, tchau.
Ele deu um sorriso agradável, e despediu-se de mim.





Eu estava confusa. Meu coração palpitava. Estava suando e tremendo. Cheguei em casa, tomei água e sentei no sofá. Teria de ligar pra ele. O que contradizia meu namorado...




Dei um tempo... Tranquei a matrícula da faculdade. Filosofia era muito complexa para minha mente, não podia continuar lá, não conseguiria ter concentração suficiente. Não consegui superar as dificuldades da faculdade, e minha auto-estima foi diminuindo.
Parei de sair de casa, e quase não via Rodolfo...

domingo, 28 de novembro de 2010

Amor Platônico

VIII. Eu só quero um amor sincero que toque minhas mãos e faça minha vida mudar...


Durante a faculdade, encontrei um homem chamado Rodolfo, que por longo tempo foi meu melhor amigo. Contava tudo à ele, exceto do 'outro'.
Fui gostando do jeito de Rodolfo e começamos a namorar.
No começo, estava muito feliz, e nem me importei  com o 'outro'. Mas, Rodolfo soube da sua existencia e me proibiu de vê-lo



Amor Platônico

VII- tudo acabou, interrompeu-se tudo que existiu


Hoje via o quanto aquele olhar correspondido por ele era falso... O que sentia, era o inverso... e me deixei levar pela minha intuição seguida de seus olhos.
Arrependimento... acreditava, confiava nele. Tudo acabou. Rompeu-se tudo aquilo que havia em mim.
Não havia chance alguma, dele comigo.
Onde eu me encontrava ele sempre estava. Parecia perseguição. Nos bares, restaurantes, lanchonetes, festas...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amor Platônico

VI- E não adianta nem me procurar... Eu estava aqui o tempo todo só você não viu

 
Estava voltando da faculdade, e parei numa lanchonete para comprar algo de comer. Quando me viro, la estava ele com seus amigos. Ele deu um sorriso, mas não retribui. Andei mais depressa.
Ele me seguiu até na minha casa. Depois me propôs que fossemos num show da minha banda predileta. Recusei. Ele insistiu. Então, disse que iria com outra pessoa.
Na despedida, ele me abraçou, e tive de ser forte, pois seu cheiro era extremamente delicioso. Ele deu um sorriso, olhou nos meus olhos, e foi embora.
Entrei na internet.  Seu amigo dizia: “eu li a carta que você mandou pra ele... estou sabendo de vocês dois...”
Não acreditei. Antes, ele me seguira só para mostrar superioridade aos seus amigos, ou o que demonstrou sentir era sincero?
Caracterizei-me de sonsa. Ele estava me usando, e usando meus sentimentos. Iria tratar de arranjar alguém para brincar com os sentimentos dele também. Mas seria muito infantil da minha parte.
Ignorar seria a solução.
Outros amigos dele me perturbavam dizendo coisas a respeito dele que jamais acreditara.Ele não gostava de mim. Talvez gostasse quando nos conhecemos. Quando coloquei os pés naquela escola, senti que minha vida iria mudar, mas não sabia a intensidade.

Amor Platônico

V- será que eu já posso enlouquecer ou devo apenas sorrir?

Contive-me da necessidade de amor para a sobrevivência
Dedicar-me-ia em filosofia. Passei no vestibular. Passava horas e horas lendo. Sua ausência já não era tão percebida.
Quando ele me ligava, não atendia. Nesse tempo, eu já estava ali havia três meses. Estava prestes a entrar de férias.
Arrumei um tempo para entrar na internet. Ele estava online, porem não disse sequer um “oi”. Aguardei...
Nada aconteceu.
Lembranças vinham a minha mente. Momentos felizes, que jamais voltariam...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amor Platônico



IV. Iria mais além, se você fizesse o mesmo por mim. Não deixaria você, talvez, Deus tenha um plano pra mim, bem melhor que sonhei, só dou tempo ao tempo, deve estar escrito em algum lugar.


Ainda teria de pensar na faculdade que pretendia fazer. Pensara em filosofia, porem achava muito complexo. Não decidira ainda...
Quando estava perto de uma pracinha linda, cheia de flores, eu o vi. Sim, era ele, com aquela blusa vermelha que sempre via em seu corpo. Não consegui ficar olhando, dei meia volta e sai correndo. Naquele momento, não me compreendi. Estava perplexa, o que ele estaria fazendo ali, naquela mesma cidade ?
Desde então, ele nunca passou a fazer parte dos meus sonhos, como se tivesse morrido...
Mas, decidi. estava resolvida disso. Acordei mais cedo de novo, peguei a carta e fui na tal pracinha. Sentei-me e aguardei, uma hora ele teria de aparecer. Os segundos se passavam, e eu ficava cada vez mais aflita.
Avistei um rapaz de blusa vermelha, de longe. Era ele com toda a certeza. Peguei a carta e fui ao seu encontro. Mas na esquina, ele virou. então eu vi o que fez com quem eu me arrependesse de ter saído de casa.
Ele estava beijando outra garota! Amassei a carta e arremessei no seu cabelo. Saí dali.
Fiquei observando, depois que a garota foi embora, ele pegou a carta e leu. Pela expressão, deve ter gostado. Ou estava apenas rindo da minha cara.
Mas como ele iria saber, se assinei no final só com 'F' ?
Não seria muito difícil, pois a pessoa mais provável, que começasse com tal letra, que ele pensaria, seria eu.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amor Platônico


III. E eu já não sei mais, não sei viver sem ter você, eu só queria te esquecer mas quanto mais eu tento mais eu lembro.

Irei rabiscar as ultimas palavras ditas, concerteza.
Depois de me formar, fui morar sozinha numa cidade distante, pra esquecer-me das coisas do mundo e da vida...
Os sonhos continuavam frequentes, e não havia nada da qual eu poderia fazer para impedi-los. Numa madrugada, depois de vários sonhos com ele, resolvi escrever uma carta para que quando o encontrassem poder lhe entregar com o maior orgulho e toda a emoção que se possa imaginar.
A carta dizia assim:

"Olá, tudo bem?
Direi o que sinto realmente, nesta carta. 
Primeiramente, acha que não senti o calor nos seus olhos, sempre quando seu olhar era correspondido?
E, de repente parou de falar comigo, e todos aqueles 'eu te adoro' foram em vão ?
disse só por dizer? só pra me iludir e fazer sofrer ?
Porque insiste em olhar nos meus olhos, mesmo comigo sabendo que você não quer nada?
Meu sentimento por ti, foi ficando cada vez mais forte, mas você nem percebeu...
E então..
acha que não tento te esquecer ?
e já se perguntou porque eu gosto tanto de ti ?
e as conversas, não significaram nada?
E se eu dissesse que isto é SINCERO o que você faria ?
Porque você é unico e diferente de todos, essa é a razão...
Nunca encontrei alguém assim, como você...
não sei explicar, mas você me conquistou de tal forma, inexplicavelmente perfeita... 
A cada segundo tento te esquecer, e quando menos espero, você reaparece, desfazendo tudo, e fazendo com que eu não resista e me apaixono mais e mais, dia após dia."

Depois disso, voltei a dormir. Dessa vez o sonho era diferente, ele não estava em lugar algum, e eu saía a sua procura. 
Acordei  mais cedo do que o de costume e fui dar uma volta, para esfriar a cabeça. E isso fez toda a diferença...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amor Platônico.

II. desde então, ele nunca mais voltou a proferir uma palavra ao meu lado.

Não consegui mais dançar. Tinha que conversar com ele. Então, esperei o baile terminar. Ele não apareceu.
Fui embora...
Nos meus sonhos, ele sempre aparecia, como sombra, aonde quer que eu fosse, poderia contar com sua presença. Em um certo momento, não contive a emoção, e acordei, suando.
Minha única chance de revê-lo era na minha festa de formatura que iria dar numa casa alugada. Todos do colégio já estavam sabendo, e todos estavam convidados.
Preparei a roupa mais bela, e desci as escadas. Todos olharam e foram me cumprimentar, afinal, era a minha festa. Mas quem eu queria, não estava lá...
Minhas amigas me aconselhavam: “Ele é muito galinha!”, “Ele não vale nada...”, “ele não te merece...”. eu queria das ouvidos à elas. Eu precisava. Por mais que tentasse, não conseguia. Era mais forte que eu.
Passaram alguns minutos, o que pareceu muitas horas, elle apareceu.
As batidas do meu coração pareciam ser ouvidas por todos da festa, pois logo, estavam olhando pra mim.
Ele me abraçou e disse no meu ouvido:”Parabéns pela formatura!”. Olhou nos meus olhos e falou baixinho:
- Estou indo embora desta cidade. Não nos veremos novamente...
Não consegui dizer uma palavra. Só o que fiz foi abraçá-lo e derramar minhas lágrimas no seu ombro.
Ao vê-lo passar por aquela porta e saber que nunca mais iria vê-lo, subi as escadas correndo e entrei para meu quarto.
E chorei...
Por mais que eu tenha dado a melhor festa, usado a melhor roupa e o mais caro perfume, isso não compraria o amor que sinto por ele. Guardarei seu amor no meu peito, mas não vou deixar isso me iludir ou abalar.

Amor Platônico.

História baseada em fatos verídicos. hm. Criada no começo do ano, história meio dramática, que retrata a realidade (em partes) de muitas garotas.
dividida em 12 partes. (: 
paciencia. -q



I. "E são lembranças que o tempo não pode mudar..."

Eu era nova naquela escola. Era meu primeiro dia de aula. Pessoas novas, professores novos... Tudo novo. Era tenso esperar bater o sinal para descobrir quem seriam meus novos colegas.
O pessoal foi bem legal comigo. Todos à minha volta, eu era o “brinquedinho” novo.
Com certo tempo, fui despertando certo interesse em um garoto. Não sabia seu nome, mas o olhar era correspondido. Assim, se passa vários meses com seu olhar estranhamente correspondido.
Certo dia determinada, resolvi conversar com ele. Não, ele não mostrava nenhum sinal de interesse por mim. Isso me deixava confusa. Fora isso, ele era super divertido, mas tímido. Nos dávamos super bem.
O tempo passa, e com ele varias lembranças de longas conversas. Ele, de certa forma, era diferente de todos os outros que já conhecera. Mas nunca passara de um amigo.
E me esqueço dele...
No dia da minha formatura, eu estava com um rapaz que ia dançar comigo. Na hora em que a banda aparece, vejo aquele antigo amigo na guitarra.
Demorou para me lembrar dele, mas o coração não me engana. Ficamos paralisados olhando um para o outro, até que ele começa a tocar e meu coração dispara.
E eu me apaixono novamente...